domingo, 22 de novembro de 2009

Super PC Asus: Rampage II Extreme + GF GTX295 SLI Arrasador!


Para aqueles com um mínimo de experiência e conhecimento em computadores, certamente já conhecem ou ouviram falar da marca Asus, ou ASUSTeK Computer Incorporated como é oficialmente chamada. Originária de Taiwan e com data de fundação no ano de 1989, a marca começou a ganhar destaque no cenário mundial por volta da metade da década de 90, após colocar no mercado alguns modelos de placas-mãe de alta performance e com inovações tanto em tecnologia como na integração de novos dispositivos.






Com o passar dos anos e a consolidação da marca, a Asus foi diversificando sua atuação em outros dispositivos, chegando a placas de vídeo e de som, coolers, gabinetes, monitores, e até mesmo notebooks completos, na constante tentativa de obter a preferência dos consumidores. Alguns desses dispositivos nem chegaram aparecer no mercado brasileiro e outros já deixaram de ser oferecidos pela fabricante, mas a verdade é que o principal produto da Asus continua sendo a motherboard, que está sempre entre as preferidas dos mais aficionados e usuários hardcore.






O motivo deste breve histórico sobre a Asus é que a empresa tem total ligação com esta review e os números alcançados. A verdade é que recebemos uma “Super Máquina” da empresa, equipada com dois produtos de grande importância e que estão na categoria “Top de linha” no que se refere a performance da atualidade – a placa-mãe Rampage II Extreme que permite o uso avançado de overclock e a placa de vídeo GeForce GTX 295 produzida pela empresa. Só esses dois itens do computador já seriam um excelente começo para uma máquina de altíssimo desempenho para qualquer gamemaníaco, mas para completar, a máquina que a Asus nos cedeu para os testes veio acompanhada de uma configuração impressionante: processador Corei7 965 Extreme, 12 GB de memória RAM, e no caso das placas de vídeo, como se não bastasse uma GeForce GTX 295, eram duas em SLI. Como cada GTX 295 tem dois processadores gráficos integrados, a máquina tinha nada menos do que 4 dos GPUs considerados entre os mais rápidos do mercado.






Vale ressaltar que realizamos os testes quase três meses antes da publicação deste artigo, devido a problemas técnicos e impossibilidade pessoal, mas ainda assim seus números impressionam para os interessados em montar uma máquina de alta performance ou para os curiosos sobre o que uma máquina que custaria no mercado mais de R$ 10.000 tem condições de oferecer.

Asus Rampage II Extreme e GeForce GTX 295






Como esse teste não focam em um produto em específico e sim no conjunto da obra, vamos trazer apenas algumas especificações técnicas e imagens dos dois dispositivos fabricados pela Asus: a placa-mãe Asus Rampage II Extreme e a placa de vídeo GeForce GTX 295 (ENGTX295).






Especificações Técnicas Rampage II Extreme






•Socket CPU: Intel Socket 1366 (Core i7)


•Chipset: Intel X58 /ICH10R


•BUS/Frequência: Até 6400 MT/s com QuickPath Interconnection


•Memória: 6 slots DDR3 com limite de 24 GB com 2000 MHz em OC.


•Slots de Expansão: 3 slots PCIe 2.0 x16 com suporte a 3-Way SLI / CrossFireX; 2 slots PCIe 2.0 x1(sendo um compatível com áudio na cor preta); 1 slot PCI 2.2.


•Discos/Leitores Ópticos: Controlador Intel ICH10R com 6 portas SATA 3 Gb/s (suporte a RAID 0,1,5,10 via Intel Matrix Storage Technology); Controlador JMicron JMB363 com 1 porta UltraDMA 133/100/66/33 para até 2 dispositivos PATA, 1 porta SATA 3.0 Gb/s externa na parte traseira e 1 porta SATA 3.0 Gb/s interna.


•Rede: Duas entradas com controladora Gigabit LAN AI NET2.


•Áudio: Chipset SupremeFX X-Fi com Codec ADI AD2000B 8, EAX Advanced HD 4.0, X-Fi CMSS-3D e Crystalizer, Creative ALchemy, incluindo conectores traseiros no padrão S/PDIF e S/PDIF Coaxial/Óptico.


•IEEE 1394: 2 portas 1394a, sendo uma externa e outra interna.


•USB: Até 12 conectores USB 2.0 sendo 6 portas externas na traseira e três conectores internos para mais 6 conectores frontais.



•Características Especiais: Visor LCD externo com informações do sistema; botões integrados a placa-mãe de Power / Reset / Clear CMOS (externo); conector EL I/O; Q-Fan Plus; Asus EPU-6 Engine; Asus Q-Connector; Asus Fan Xpert; Asus EZ Flash 2; Asus CrashFree BIOS 3.


•Opções voltadas para Overclocking: TweakIt; ProbeIt; Extreme Engine com capacitores de polímero Multilayer (ML Caps); CPU Level Up; iROG; Extreme Tweaker; BIOS Flashback; Loadline Calibration; ferramentas inteligentes AI Gear 4, Asus AI Booster Utility e O.C. Profile; ferramentas de proteção COP EX, Voltiminder LED e Asus CPU Parameter Recall.
 
 
Se os números de uma placa de vídeo dessas já impressionam, imagina então duas GeForce GTX 295 trabalhando em Quad SLI. É o sonho de todo e qualquer jogador, com poder de processamento de sobra para abusar de altíssimas resoluções e ainda ter capacidade de sobra para abusar dos efeitos de física com o uso do PhysX, que já vem habilitado pelo próprio driver. Claro que, para utilizar todo o poder de fogo de duas placas de vídeo tão poderosas, você vai precisar que o resto da configuração seja tão avançada quanto, para não criar gargalos e acabar com um motor de Ferrari na carcaça de um Palio. Outro detalhe importante é uma fonte de boa qualidade com 750W (real) para cima, para dar conta das duas placas de vídeo e ter um mínimo de segurança para o resto do sistema.



Especificações Técnicas Asus GeForce GTX 295 (ENGTX295)Computador usado para o Teste:





•GPU: 2 processadores gráficos da série GTX 200;


•GPU Clock: 576 MHz;


•Tecnologia de processamento: 0.55-mícron (55-nm);


•Slot: PCI-Express 16x;


•Memória: 1,8 GB / 896-bit (2x 448-bit);


•Clock Memória: 1.998 MHz GDDR3 (999 MHz real);


•Unidades de Stream Processing: 480;


•Unidades de Texturas: 160;


•Renderizadores back-ends (ROPs): 28;


•Taxa de Processamento Matemático/Aritmético: 1.788 GigaFLOPS;


•Número de transistores: 2,4 bilhões (1,4 bilhão em cada GPU);


•Largura de Banda de Memória: 224 GB/s;


•2 saídas de vídeo integradas (ambas DVI) e 1 HDMI;


•Consumo Máximo: 289 W (através de um conector PCI-E de 6-pinos e outro de 8-pinos);


•Pronto para o Nvidia PhysX;


•Suporte ao DirectX 10 e Shader Model 4.

•Placa-mãe: Asus Rampage II Extreme:


•Processador: Intel Corei7 965 Extreme


•Memória: 12 GB DDR3 (3xKHX12800D3K2/4G Kits 2x2GB Kingston)


•Disco Rígido: 1 Unidade Seagate Barracuda 500 GB 32 MB de Buffer


•Fonte: Corsair 750W


•Slot: 2x PCI-Express 16x SLI


•Monitor: ProView 22” LCD

Configuração de drivers e SO:


•Sistema Operacional: Windows Vista Ultimate 64-bit•DirectX: DirectX 10.0•Driver da placa de vídeo: Driver GeForce v.186.18 Final*Obs.: Todos os componentes de hardware e drivers foram testados em seus estados padrões, sem nenhum overclock ou modificação no intuito do aumento de performance.










Games/Softwares Testados:






•Half-Life 2: Lost Coast [shooter em primeira pessoa - DirectX]


•Unreal Tournament III (FlyBy e BotMatch) [shooter em primeira pessoa - DirectX]


•F.E.A.R. [shooter em primeira pessoa - DirectX]


•Lost Planet: Extreme Condition [shooter em primeira e terceira pessoa - DirectX]


•Crysis [shooter em primeira pessoa - DirectX]


•Far Cry 2 [shooter em primeira pessoa - DirectX]


Conclusão:

O céu é o limite! Esta é a frase que melhor resume para quem tiver grana o suficiente para investir numa configuração tão avançada como esta que tivemos a chance de testar. Os números nos games foram realmente impressionantes – ressaltando que todos os testes foram feitos na resolução 1680x1050 que é a padrão para um monitor de 22” de LCD. Tivemos a média de quase 200 FPS na demo tecnológica “Lost Coast” de HL2, ou muito próximo de 100 FPS em F.E.A.R., sem falar na brincadeira que foi em Unreal Tournament 3 que teve dois testes bem característicos: no FlyBy, que apenas utiliza o processador gráfico “passeando” pelo mapa sem nenhum personagem, tivemos uma variação entre 333 e 281 FPS passando os filtros do mínimo para o máximo, enquanto que no BotMatch, que insere vários Bots como se fossem jogadores e já começa a envolver cálculos de física e mais trabalho do CPU, os número ainda ficaram muito bons, entre 167 e 123 com a utilização máxima do AA e Filtro Anisotrópico.






Passando para os games mais pesados entre os que os que foram testados, tivemos Crysis com uma variação mínima entre High (4X de AA) e UltraHigh (16x de AA), passando de 51 para 48 FPS, o que pode ser mais justificado pela alta resolução, além de um gargalo em potencial no CPU. Algo bem similar aconteceu com o belo Far Cry 2, que variou de 79 FPS em Low (2x AA) para pouco menos de 72 em UltraHigh (16x AA), o que dá uma diferença bem pequena e também nos mostra que o gargalo pode ter ficado mais no CPU.






Com uma placa-mãe tão avançada como a Rampage II Extreme, a performance poderia ter sido ainda mais alta se tivéssemos partido para o overlock, tendo em vista que a placa tem muitas opções para chegar ao overclock extremo, mas o tempo limitado que tivemos para realizar os testes não possibilitou que chegássemos aos testes de OC, e acabamos tendo de nos focar nos games em si que é tem mais relação com o nosso público. Por este lado, o que notamos é que, se você não pretende utilizar o overclock (algo que exige conhecimento avançado e muito cuidado para evitar qualquer problema que pode diminuir a vida útil ou até mesmo danificar de maneira definitiva o seu caríssimo equipamento), existem motherboards com preço menor da própria Asus, que vão lhe atender tão bem quanto a Rampage II Extreme, e sem uma diferença de performance muito significativa. Achar que pagar uma bela grana por uma placa-mãe tão avançada vai fazer muita diferença por si só acaba sendo uma ilusão, pois o que ela faz é abrir em muito a possibilidade de usuários avançados abusarem do overclock.






Já com relação as duas GeForce GTX 295 fabricadas pela Asus em SLI, nos mostrou um poder de fogo realmente brutal. Rodar qualquer game em 1680x1050 com tudo no máximo, incluindo Filtro Anisotrópico e Anti-Aliasing em 16x, e obter mais de 100 FPS em vários títulos é realmente de se tirar o chapéu. Já nos títulos mais pesados do momento, os 4 GPUs interligados proporcionaram também uma performance bastante estável, mesmo quando exigida a qualidade máxima na mesma resolução. Mais do que recomendado para quem tem um monitor de 22” ou superior.






Avaliando a máquina como um todo, o que ficou muito claro em nossos testes foi a prova da continuidade da marca Asus como uma fabricante de muita qualidade e que busca a excelência em seus produtos. Mesmo sendo esta “configuração dos sonhos” ser uma realidade bem distante de 90% (para mais) dos jogadores no Brasil, sem dúvida acreditamos que testes neste nível ajudem como base para quem quiser investir numa máquina mais avançada e, por que não, sonhar em jogar Crysis numa telona com tudo ligado no máximo e manter média de 60 FPS.













Nenhum comentário:

Postar um comentário